A Vida no Centro

Edson Franco

Franquezas

Edson Franco é jornalista com passagens por Folha de S.Paulo, revistas Galileu, Ele Ela, Guitar Player Brasil e IstoÉ e portal Terra. Atualmente é coordenador online do Canal Rural. Em quase todas essas publicações escreveu sobre música, fazendo críticas e entrevistando gente que vai de Wando a B.B. King. Músico diletante, toca guitarra nas horas vagas e discoteca em baladas de música brasileira dançante. É coautor do livro “Música Popular Brasileira Hoje” (Publifolha) e editor de “Zózimo Diariamente” (editora EP&A). Música é o centro da discussão aqui.

SPOTIFIVE #4 – Cinco vozes femininas que você não pode morrer sem conhecer!

Lista reúne descobertas cinematográficas, jazzista canadense, uma escandinava sexy e a mulher homenageada pela cachorra do blogueiro do A Vida no Centro

Como este é o último Spotifive antes do Dia Internacional da Mulher, resolvi retribuir o carinho com que cinco cantoras vêm tratando os meus ouvidos. Essas moças vão do sussurro ao grito e do gemido ao alarido sem sair do tom. Com suas vozes personalíssimas, elas despertam em mim a vontade de reencarnar como microfone. Vamos às vozes femininas:

 

1 – Rainy Day Woman – Kat Edmonson

Sou daqueles chatos que, quando ouve uma música bacana em um filme, fica vendo os créditos até aparecer o nome da canção e o “performed by”. Essa cena se repetiu quando assisti a “Café Society”, de Woody Allen. No meio do filme, rola “Mountain Greenery”, interpretada pela americana Kat Edmonson. Foi paixão à primeira ouvida. Ainda no corredor de saída do cinema, pesquisei o nome da mulher, baixei um disco e me deparei com a faixa acima. E aí, a paixão virou amor.

2 – Bienvenue dans Ma Vie – Nikki Yanofsky

A Wikipédia me lembra que foi na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010, que ouvi essa mulher cantando pela primeira vez. Na ocasião, ela interpretou o hino do seu Canadá natal. Passados sete anos, o Spotify fez os nossos caminhos cruzarem novamente. Mas agora, em vez de um hino chato (como todo bom hino, exceto o francês, tem de ser), ela me foi reapresentada cantando essa música, em que dá as boas-vindas à vida dela. Eu aceitei o convite, e não estou com a menor vontade de sair daqui.

3 – Laisse Tomber les Filles – April March

De novo, o cinema coloca uma cantora na minha vida. Ao assistir “À Prova de Morte”, de Quentin Tarantino, esperei os créditos para descobrir quem era a cantora de “Chick Habit”. A moça assina como April March (seu nome real é Elinor Blake) e canta em francês e inglês. Aí notei que a versão francesa da música do filme do Tarantino era composta por Serge Gainsbourg e bem mais legal. A ponto de figurar no Spotifive.

4 – Now or Never – Lisa Ekdahl

Além dos carros considerados os mais seguros do mundo, a Suécia produz surpresas como essa mulher. Com muito suingue e suavidade, ela enquadra o sujeito que não se decide entre ficar com ela ou não. Veja o clipe, ouça a música e constate como o cara é vacilão!

5 – Incompatibilidade de Gênios – Clementina de Jesus

Em qualquer lista que eu fizer das melhores vozes femininas da história, jamais vai faltar Clementina de Jesus. Ninguém como ela registra no gogó séculos de escravidão, dificuldades e esperança. Faz mais de 30 anos que ela nos deixou, mas seu canto continua ecoando e possibilitando novas descobertas. Tanto que não hesitei em homenageá-la na hora de batizar Clementina, a minha cachorrinha!

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