Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Clayton Melo

O Centro Histórico de São Paulo precisa de vida noturna (e isso está prestes a acontecer)

Conheça o projeto que pretende atrair pessoas e transformar o Centro Histórico de SP numa espécie de distrito gastronômico e cultural.

O Centro Histórico de São Paulo precisa de vida noturna (e isso está prestes a acontecer)

O Centro Histórico de São Paulo é uma área riquíssima do ponto de vista histórico e arquitetônico, mas que sofre de um problema sério: o esvaziamento à noite. Como lá não há moradores (praticamente todos os prédios são comerciais), o movimento se dá basicamente no horário comercial, deixando as ruas desertas e, por isso mesmo, inseguras no período noturno (é bom ressaltar que me refiro ao Centro Histórico, em outros pontos da zona central a noite é intensa e vibrante, como a região da República, Copan, Praça Roosevelt e Vila Buarque).

É justamente esse vazio que um projeto criado agora pela prefeitura de São Paulo pretende atacar. Chamado de Triângulo SP, o plano busca incentivar que as pessoas frequentem a região à noite, segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. Diferentemente de outros planos mirabolantes para o Centro que nunca deram em nada, este parece ser mais pé no chão e tem o mérito de tentar resolver esse que é um dos principais entraves à reocupação da área onde a cidade nasceu.

Pessoas  

Em resumo, a iniciativa está estruturada em seis pilares: calçamento, iluminação, segurança, zeladoria, assistência social e estratégias de ativação – neste último caso, um exemplo é a reabertura, em abril, do mirante do histórico Edifício Martinelli, onde será instalado um centro de atendimento ao turista. O perímetro do plano não é exatamente um triângulo, mas um polígono que envolve as ruas Benjamin Constant, Boa Vista e Líbero Badaró. Já há verba destinada para isso. A implantação contará com recursos de R$ 28 milhões repassados pelo Ministério do Turismo. Além disso, também deve haver investimento por parte do município.

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O projeto também quer transformar o Centro num polo de economia criativa, algo no qual nós, do A Vida no Centro, sempre acreditamos – e que já está acontecendo, faltava apenas o poder público fazer sua parte e criar condições para esse movimento avançar. A população e a iniciativa privada, com coletivos e empreendedores de diferentes áreas, como gastronomia e cultura, já vinham fazendo a sua parte e dinamizando o Centro. Mas faltava o poder público tomar uma atitude.

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