Por Clayton Melo
Foco de resistência política e artística durante a ditadura militar, nos anos 1960 e 1970, o Cine Bijou é reativado na Praça Roosevelt como um cineclube. Com sessões aos sábados no mesmo endereço do histórico cinema de rua, o número 184 da praça, onde hoje funciona o teatro Studio Heleny Guariba, o espaço preserva o espírito que tinha no passado: provocar debates por meio do cinema de arte. “A ideia de reabrir o Cine Bijou é criar mais um espaço de reflexão em São Paulo”, diz Roberto Fernández, cineasta argentino responsável pela iniciativa, em conversa com o projeto A Vida no Centro.
A estreia do Cineclube Bijou foi no sábado, dia 28 de outubro, com a exibição de Cidadão Kane, clássico de Orson Welles. Até o final do ano, o local vai ter sessões somente nas tardes de sábados e com filmes que discutem o jornalismo. No dia 4 de novembro, haverá sessão dupla: Terra em Transe, de Glauber Rocha, às 15h, e Mariguella, às 18h, documentário de Silvio Tendler, que será seguido de debate (veja a programação completa no final deste post).



