Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Drosophyla volta aos anos 20 e faz baile de carnaval como antigamente

Bar instalado num casarão de 1920 promove uma volta ao glamour do passado com baile de fantasia e máscaras com marchinhas antigas.

Drosophyla volta aos anos 20 e faz baile de carnaval como antigamente

O carnaval de rua chegou com força a São Paulo, acabando de vez com a fama injustificada de túmulo do samba e da folia. Um carnaval moderno, inclusivo, tomando as ruas da cidade. Mas e como ficam os saudosistas, que ficam maravilhados olhando fotos e filmes daqueles bailes antigos, com mulheres vestidas de melindrosas?

Pensando nisso, e como no carnaval pode tudo, o Drosophyla, instalado num belíssimo casarão de 1920, na Rua Nestor Pestana, vai promover bailes como aqueles de antigamente, com músicas que marcaram época – e hoje são até proibidas de tocar em alguns locais, por serem consideradas preconceituosas e machistas. Leia mais sobre a casa e sua restauração.

O nome do baile, que será realizado nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro, é Evoé, o grito de exaltação a Dionísio/Baco, deus ligado à música e ao teatro na mitologia greco-romana. O set list comandado pelo DJ 9 (Elias) é de marchinhas antigas, frevos, rumbas, sambinhas e carimbós.

História do Carnaval em São Paulo

O primeiro Carnaval moderno de São Paulo foi realizado em 1855 – embora alguns digam que foi apenas em 1857. Antes disso, os paulistanos conheciam o “Entrudo”, jogos introduzidos pelos portugueses ainda no século 16. O primeiro bloco carnavalesco foi organizado por comerciantes, funcionários púbicos e figuras de destaque na sociedade local.

A partir de 1864 houve os primeiros Bailes de Máscaras, ideia trazida do Carnaval de Veneza. Bailes tradicionais eram realizados no Hotel das Quatro Naçoõe, Tivoli Paulistano e no Teatro São José, com serpetinas, confete e lança perfumes.

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Além do baile de Carnaval à moda antiga, o Drosophyla tem apresentações da Turma do Funil, abrindo e fechando a folia, nos dias 8 e 15 de fevereiro, com marchinhas, MPB e outras músicas para alegrar o ambiente.

Com uma formação inusitada, com uma cantora-dançarina, guitarra cavaquinho, contrabaixo acústico e bateria, a banda faz um show divertido com suas versões para as mais conhecidas marchinhas de carnaval, sambas de Adoniran, frevo, forro, samba rock e afins.

Serviço

Carnaval no Drosophyla

Rua Nestor Pestana, 163

8 de fevereiro, das 21h às 23h30

Pré-Carnaval com a Turma do Funil

Preço: R$ 20

9 e 10 de fevereiro, às 20h

Evoé: Bailes de carnaval com marchinhas antigas, frevos, sambinhas, carimbós

Preço: R$ 60 sendo R$ 30 de consumação

11 de fevereiro, às 17h

Preço: R$ 60 sendo R$ 30 de consumação

15 de fevereiro, das 21h às 23h30

Turma do Funil – Fechando o Carnaval

Preço: R$ 20

Marchinhas

Quer lembrar algumas marchinhas do século passado (e ainda do anterior?). Aqui ó:

ABRE ALAS

(Chiquinha Gonzaga, 1899)

Ó abre alas que eu quero passar

Ó abre alas que eu quero passar

Eu sou da lira não posso negar

Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar

Ó abre alas que eu quero passar

Rosa de ouro é que vai ganhar

Rosa de ouro é que vai ganhar

ALLAH-LÁ-Ô

(Haroldo Lobo-Nássara, 1940)

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô

Atravessamos o deserto do Saara

O sol estava quente

Queimou a nossa cara

Viemos do Egito

E muitas vezes

Nós tivemos que rezar

Allah! allah! allah, meu bom allah!

Mande água pra ioiô

Mande água pra iaiá

Allah! meu bom allah

AURORA

(Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)

Se você fosse sincera

Ô ô ô ô Aurora

Veja só que bom que era

Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento

Com porteiro e elevador

E ar refrigerado

Para os dias de calor

Madame antes do nome

Você teria agora

Ô ô ô ô Aurora

BALANCÊ

(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936)

Ô balancê balancê

Quero dançar com você

Entra na roda morena pra ver

Ô balancê balancê

Quando por mim você passa

Fingindo que não me vê

Meu coração quase se despedaça

No balancê balancê

Você foi minha cartilha

Você foi meu ABC

E por isso eu sou a maior maravilha

No balancê balancê

Eu levo a vida pensando

Pensando só em você

E o tempo passa e eu vou me acabando

No balancê balancê

BANDEIRA BRANCA

(Max Nunes-Laércio Alves, 1969)

Bandeira branca amor

Não posso mais

Pela saudade que me invade

Eu peço paz

Saudade mal de amor de amor

saudade dor que dói demais

Vem meu amor

Bandeira branca eu peço paz

CABELEIRA DO ZEZÉ

(João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963)

Olha a cabeleira do zezé

Será que ele é

Será que ele é

Será que ele é bossa nova

Será que ele é maomé

Parece que é transviado

Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!

Corta o cabelo dele!

CACHAÇA

(Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953)

Você pensa que cachaça é água

Cachaça não é água não

Cachaça vem do alambique

E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida

Arroz feijão e pão

Pode me faltar manteiga

E tudo mais não faz falta não

Pode me faltar o amor

Há, há, há, há!

Isto até acho graça

Só não quero que me falte

A danada da cachaça

COLOMBINA IÊ IÊ IÊ

(João Roberto Kelly/David Nasser-1966)

Colombina onde vai você

Eu vou dançar o iê iê iê

A gangue só me chama de palhaço (é a mãe!)

Palhaço (é a mãe!)

Palhaço (é a mãe!)

E a minha colombina que é você

Só quer saber de iê iê iê

CIDADE MARAVILHOSA

(André Filho, 1934)

Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa

Coração do meu Brasil

Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa

Coração do meu Brasil

Berço do samba e das lindas canções

Que vivem n’alma da gente

És o altar dos nossos corações

Que cantam alegremente

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