“Faz 8 anos e não caiu.”
Esta foi a resposta da subprefeitura à reclamação de moradores sobre este muro.
Em setembro de 2012, quando a Prefeitura de São Paulo entregou a nova Praça Roosevelt, reformada, o então prefeito Gilberto Kassab determinou também a demolição do castelinho da Kilt, uma boate que ficava na esquina da Rua Nestor Pestana com a Praça Roosevelt.
A justificativa oficial era abrir espaço para uma praça, ao lado do teatro Cultura Artística. Na época, o teatro estava fechado, depois de um incêndio que consumiu o prédio em 2008, mas essa era a desculpa perfeita para a política de higienização levada a cabo pelo então prefeito. A boate, muito famosa e cujo prédio se via de longe, não combinava com os planos da Prefeitura para a “nova Praça Roosevelt”.
Castelinho demolido, restou um muro, colado ao último prédio da rua. Quem passava nem percebia que o muro não fazia parte do prédio, especialmente depois que ele recebeu um grafite que uniu visualmente as duas estruturas.
O teatro Cultura Artístico foi reconstruído e o projeto incluiu uma pequena praça com jardim nesse espaço da esquina.
Há uns dois anos, moradores da região começaram a notar o muro se descolando do prédio, com risco de desabamento. Pediram providências à Prefeitura, já que o muro está no espaço público.
É visível o espaço cada vez maior se abrindo entre o muro e o prédio, com a infiltração de água na estrutura e pressionado por uma árvore plantada bem perto do muro.
Desde então, moradores vêm reclamando, via 156, em reuniões com a Subprefeitura ou nas reuniões mensais do Conseg. A única providência foi tomada há cerca de dois meses: o isolamento da calçada com obstáculos de concreto e cercas de metal, para evitar que as pessoas passem por ali.



Na reunião mensal do Conseg desta semana, a pérola do representante da Subprefeitura quando um morador reclamou da falta de ação e risco para a população: o muro está lá "faz 8 anos e não caiu".
Será que a ideia é esperar cair pra depois agir?




