O HACKTUDO – Festival de Cultura Digital, realizado há dez anos no Rio, chega a São Paulo e será realizado na Praça das Artes, nos dias 3 e 4 de outubro. Na sexta-feira, dia 2, acontece a HackConference, reunindo especialistas, profissionais e lideranças em torno de discussões sobre transformações contemporâneas. Em 2026, inovação e educação estão entre os principais eixos dos encontros.
Nos dois dias, os visitantes poderão participar de instalações artísticas e interativas, atividades com inteligência artificial, realidade mista, robótica, drones, games, oficinas e ações educativas. Voltada a diferentes idades, a agenda mantém uma das principais propostas do HACKTUDO desde sua criação: ampliar o acesso à cultura digital por meio da arte, da ciência, da criatividade e da experimentação.
Com direção geral e curadoria de Miguel Colker, o HACKTUDO se organiza em três grandes frentes: Hackathon, maratona dedicada ao desenvolvimento de soluções para desafios reais; HackConference, espaço de encontros e debates sobre temas contemporâneos; e o Festival, que concentra as atrações culturais, artísticas e educativas abertas a todas as idades.
Confira as principais atrações do evento:
HackDrones
Há seis anos, as ações do HackDrones são lideradas por Sérgio Borer e Douglas Ferreira, que aproximam o público desse universo combinando experimentação, aprendizado e diversão.
Nas Oficinas de Pilotagem, crianças, jovens e adultos aprendem os primeiros comandos e podem pilotar drones de verdade em grandes gaiolas de voo. Nos Simuladores, a experiência ganha clima de competição, com circuitos gamificados, obstáculos e desafios de velocidade, precisão e reflexo. Já o Droneverso apresenta diferentes modelos e configurações ligados ao universo das corridas, mostrando a evolução e as possibilidades dessa tecnologia.
Presente há seis anos no festival, o HackDrones traduz uma das principais propostas do HACKTUDO: tirar a tecnologia do campo do abstrato e colocá-la nas mãos do público.
Robôs
A robótica também ganha espaço de destaque na edição de 10 anos do HACKTUDO, em atividades lideradas pela brasileira RoboCore e pela RoboCup Brasil, duas referências na difusão e no desenvolvimento da robótica no país.
Na Arena Hockey, da RoboCore, o público deixa de ser espectador e assume o controle dos robôs em partidas de hóquei cheias de velocidade: dois times se enfrentam com a missão de marcar o maior número de gols antes do cronômetro zerar. A experiência aproxima crianças, jovens e adultos da robótica de forma lúdica e interativa.
Já a RoboCup SPL transforma o futebol em um verdadeiro laboratório de inteligência artificial. Em um campo oficial, times da UnB, IME e ITA colocam seus robôs em campo, mostrando ao público como engenharia, programação, estratégia e IA podem se combinar para reinventar o esporte mais popular do Brasil. Na SPL, os robôs atuam de maneira autônoma, tomando decisões e executando ações a partir dos algoritmos desenvolvidos pelas equipes.
Entre partidas comandadas pelo próprio público e robôs autônomos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros, o espaço mostra de maneira divertida como a robótica já conecta educação, pesquisa, inteligência artificial e entretenimento.
O Mundo Girou – Instalação comemorativa dos 10 anos do HACKTUDO criada pelo seu idealizador, Miguel Colker, composta por 20 cubos giratórios (80 faces). Cada giro revela uma transformação que aconteceu na última década. A proposta mistura poesia, dados, imagens, QR Codes, objetos, espelho, manchetes, curiosidades, previsões, gráficos e perguntas, criando uma experiência de descoberta contínua.
Cérebro-Luz – Uma das principais instalações do HACKTUDO ganha uma novidade em 2026: a experiência sonora “Vozes da Mente”. Inspirada na complexidade do cérebro humano, a obra propõe uma reflexão sobre a relação entre a mente e a inteligência artificial, enquanto diferentes pontos sonoros representam áreas e funções cerebrais por meio de vozes, palavras e emoções.
Medusa – A instalação do artista multimídia Rodrigo Rez retorna ao evento. Inspirada no mito grego, utiliza mais de 100 metros de fitas de LED sensíveis ao som, que reagem às vozes e aos movimentos dos visitantes.
HackPrint 3D – Apresenta as possibilidades da impressão 3D e mostra como objetos podem ser construídos camada por camada a partir de modelos digitais.
HackPaint VR – Com o Oculus Quest 3, os participantes utilizam pincel e paleta virtuais para pintar no espaço em 360 graus por meio da realidade mista.
Exposição Instantânea – Uma parede de molduras vazias se transforma em uma galeria em tempo real. O visitante indica ao totem interativo qual exposição gostaria de ver e, em segundos, a inteligência artificial projeta as obras e cria uma narrativa para a mostra.
Harpa Laser – Feixes de laser formam as cordas de um instrumento musical e produzem sons a partir dos movimentos das mãos.
TranzScreen – Obra coletiva na qual desenhos feitos por tablets ou celulares são projetados por videomapeamento e modificados por movimentos e sons captados no ambiente.
HackVertical – Parede de escalada interativa com faixas de LED em que os participantes disputam uma corrida contra as luzes.
Rabiola a Céu Aberto – Criada por Leonardo Souza, do Okoto Studio, a atração celebra a cultura popular carioca por meio de uma projeção mapeada de um céu digital, onde os visitantes podem interagir com pipas pelo celular.
2x2x2x2x2 – Instalação que combina visão e audição, explorando a relação entre elementos visuais e sonoros e a maneira como ocupam e se propagam pelo espaço.
Hack-Sense – Em seis estações interativas, os visitantes entram em contato com conteúdos criados ou manipulados por inteligência artificial e são convidados a refletir sobre deepfakes, conteúdos sintéticos e cidadania digital.
Pongão – Versão digital da tradicional mesa de disco em que a dinâmica representa a transferência segura de dados entre usuário e Dataprev.
Corrida de LEDs – Desafio de velocidade e atenção em que cada participante precisa acompanhar uma sequência de luzes que muda ao longo da disputa.
Controlaço – Videogames clássicos da Nintendo ganham controles reinventados pela cultura maker, propondo uma nova maneira de jogar títulos que marcaram diferentes gerações.
QR-Cabeça – Quebra-cabeça tecnológico em que peças com QR Codes revelam no monitor documentos como CPF, Carteira de Trabalho e a nova Carteira de Identidade.
Coloring Wall – A partir do tema “O que você quer ser quando crescer?”, desenhos coloridos pelos participantes ganham movimento com inteligência artificial e passam a integrar um grande mural digital de profissões.
Zoltron – Inspirada nas tradicionais máquinas de adivinhação, a atração utiliza inteligência artificial para abordar profissões emergentes, habilidades do futuro e as mudanças no mercado de trabalho.
Tem Menina no Circuito – A iniciativa incentiva meninas a se aproximarem das ciências exatas e da tecnologia por meio de atividades práticas que combinam criatividade, eletrônica e materiais acessíveis, além de estimular o contato com universidades, laboratórios, centros de pesquisa e museus.
Serviço:
HACKTUDO – Festival de Cultura Digital
São Paulo
Local: Praça das Artes – Av. São João, 281 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo
Dias: 3 e 4 de outubro
Horário: 3 de outubro de 16h às 22h e 4 de outubro de 14h às 20h
Entrada gratuita. Ingressos em: https://www.hacktudo.com.br
HackConference
São Paulo: 2 de outubro – Praça das Artes – Av. São João, 281 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo
Confira a programação completa em: https://www.hacktudo.com.br
