Quem entra no Hotel Jaraguá hoje em dia, não percebe que está em um lugar histórico. Apesar dos sinais de fora do edifício, arquitetura modernista típica dos anos 1950 e um painel de Di Cavalcanti em plena fachada, sem dúvidas o Jaraguá é um dos hotéis mais famosos do centro de SP.
E tudo começou quando o arquiteto alemão Franz Heep incrementou o projeto encomendado pela família Mesquita para abrigar a nova sede do jornal O Estado de S. Paulo e o Hotel Jaraguá.
A prefeitura e o governo do Estado ofereceram isenção fiscal para os hotéis que fossem inaugurados na celebração do quarto centenário de São Paulo, e assim surgiu também o Hotel Ca’d’Oro e o Othon Palace. Mas o Jaraguá assumiu então a posição de melhor hotel da cidade, que até 1954 tinha sido do Hotel Esplanada, inaugurado em 1923.

Com sua localização estratégica, o Hotel Jaraguá tornou-se um dos símbolos da modernidade em São Paulo. No mesmo ano da sua inauguração em 1954, foi o palco do 1º Festival Internacional de Cinema, tornando-se um reduto de intelectuais e artistas de renome internacional, como Jeffrey Hunter, Edward G. Robinson, Erich Von Stroheim, Walter Pidgeon e Marjorie Prado. Praticamente todas essas celebridades hospedaram-se em uma das 22 luxuosas suítes do hotel, que contava ainda com outros 164 apartamentos.
Até o final dos anos 1970, o hotel foi símbolo de glamour. A mudança de gestão e o surgimento de novos hotéis na cidade anunciavam as dificuldades nas décadas de 1980 e 1990. Com a morte de José Tjurs, seu fundador, e o aparecimento de concorrentes internacionais, o hotel fechou suas portas em 1998.
No mesmo ano os novos proprietários propuseram reformar completamente o interior do hotel, aproveitando o processo de requalificação da área central. O edifício foi tombado parcialmente pelo DPH e Condephaat, protegendo sua fachada, murais e pinturas.
Veja no vídeo abaixo, porque famosos e presidentes como Mick Jagger e Fidel Castro quando passavam por São Paulo escolhiam o Hotel Jaraguá.
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