Terça-feira, 8 de setembro de 2026
MPJ · Mais Pelo Jornalismo
Wans Spiess

O design que ninguém vê: galerias e pisos do Centro de São Paulo viram percurso na DW!15

Alguns dos desenhos mais interessantes da cidade não estão nas vitrines, mas nos caminhos que atravessamos todos os dias.

O design que ninguém vê: galerias e pisos do Centro de São Paulo viram percurso na DW!15

Wans Spiess

No centro de São Paulo, às vezes a gente entra por uma rua e sai por outra e parece que estamos atravessando a cidade por dentro.

Uma galeria. Um corredor. Uma passagem que corta a quadra e nos devolve à cidade alguns metros adiante. No percurso, uma vitrine curiosa, um café escondido, um encontro inesperado com um mural assinado por Portinari. Esses múltiplos e discretos caminhos formam uma rede silenciosa de circulação onde arquitetura, comércio, encontros e pequenos detalhes de design compõem a paisagem cotidiana da cidade.

Talvez por isso as galerias do centro sejam tão fascinantes. Elas recortam a cidade pelo interior, conectando lugares inesperados e criando percursos onde o olhar e o passo se movem de outro jeito. No tempo do caminhante.

Esse tipo de observação inspira a vivência que oferecemos durante a DW! Semana de Design de São Paulo, que chega à sua 15ª edição propondo refletir sobre legado criativo:  aquilo que permanece, se transforma e continua desenhando a cidade ao longo do tempo.

Durante o festival, novas atividades estão nas vitrines, nos objetos e nas exposições. Mas toda uma estrutura urbana de décadas anteriores está espalhada pelo próprio centro desde sempre: nas galerias, nas passagens e nos pisos que atravessamos todos os dias.

Vale lembrar que a cidade talvez seja o maior projeto de design coletivo que existe. Cada escolha — do desenho de uma calçada ao padrão de um piso — influencia o modo como nos movemos, onde paramos e como nos encontramos. Arrisco afirmar que o design mais importante da cidade está nas passagens e no chão que sustenta nossos caminhos.

Publicidade

Com esse olhar, eu, Wans Spiess, e a historiadora e pesquisadora urbana Paula Janovitch conduzimos a caminhada Galerias, Pisos e Afetos, na programação da DW!15.

O percurso começa na Galeria Metrópole, marco da arquitetura modernista do centro, cujo pátio interno cria um respiro inesperado em meio à densidade da cidade. A partir dali atravessamos algumas das galerias históricas da região da República e observamos também alguns dos pisos mais emblemáticos do centro de São Paulo — elementos de design urbano que fazem parte da paisagem cotidiana da cidade, mas raramente recebem atenção.

Galerias, Pisos e Afetos

Histórias escondidas sob os pisos e entre as galerias do centro de São Paulo. Um percurso que une arte, arquitetura, memória e afeto — um novo olhar sobre passagens e elementos urbanos que passam despercebidos no dia a dia.

Condução: Paula Janovitch e Wans Spiess

14 de março (sábado)

10h às 13h

Ponto de encontro

Galeria Metrópole

Praça Dom José Gaspar, 76 — República

(em frente à Casa do Pão de Queijo)

O percurso atravessa 14 galerias comerciais da região da República, formando um circuito quase contínuo de passagens urbanas e revelando alguns dos pisos mais emblemáticos da área central.

Leitores do A Vida no Centro têm 20% de desconto

Garanta sua vaga no link.

Compartilhar

Leia também