Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Palacete Stahl, centenário, abre as portas ao público pela primeira vez, como Instituto Artium

Se você é daqueles que costuma andar pelas ruas do bairro de Higienópolis e presta bastante atenção à arquitetura, já reparou no casarão da Rua Piauí, nº 874. bem ali do ladinho do Parque Buenos Aires.

Palacete Stahl, centenário, abre as portas ao público pela primeira vez, como Instituto Artium

Se você é daqueles que costuma andar pelas ruas do bairro de Higienópolis e presta bastante atenção à arquitetura, já reparou no casarão da Rua Piauí, nº 874. bem ali do ladinho do Parque Buenos Aires. Diferente de outras construções da região, o casarão foi construído num nível bem alto, por isso é preciso olhar pra cima pra enxergar as imensas portas e janelas.

A boa notícia é que, depois de muitos anos fechado, pela primeira vez, ele foi reaberto ao público, como Instituto Artium de Cultura, e agora é possível contemplar a beleza do local, conhecer um pouco mais do que há por trás daqueles cômodos, ver o sol entrando pelas frestas e ainda respirar um pouco de ar puro no jardim. 

A história do Palacete Stahl

Nomeado de Palacete Stahl, foi construído entre os anos 1920 e 1921 – há exatos 100 anos – para ser residência do primeiro cônsul-geral da Coroa Sueca, em São Paulo, o comendador Gustav Stahl. Em 1924, foi comprado por um cafeicultor brasileiro e, posteriormente, por um banqueiro. Em 1940, passa a ser sede do Império do Japão no Brasil. 

Um fato curioso é que, em 1970, o então cônsul-geral Nobuo Okuchi sofreu um sequestro entre as ruas Alagoas e Bahia, crime cometido por um grupo contrário ao governo da época. Com a saída do império japonês do local, de 1980 a 2005, a casa permaneceu fechada e, naturalmente, foi se deteriorando. Só em 2007 foi comprada e restaurada. 

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Ao entrar na casa, à esquerda, há uma sala que explica toda a cronologia e você pode ver imagens da casa antes da restauração e como está agora. É muito interessante perceber como eram os espaços originais e o cuidado que a casa teve antes da reabertura. 

Além das salas grandiosas, a casa ainda conta com um jardim, bancos para descanso e leitura e um espaço para café (que será inaugurado em breve). Antes da reabertura, as salas serviam como escritório para empresas privadas, por isso teve que passar por uma rigorosa restauração, deixando-as bem próximas do original. 

Quando fizer a visita, não deixe de reparar no teto de uma das salas, com pinturas de flores botânicas do século 18. As cores são vibrantes e algumas pessoas até imaginam o significado de cada detalhe, já que não se tem muita informação sobre sua criação.

Exposição Semana de 21 

Levando o nome de “Semana de 21”, o curador faz uma menção à importância da “Semana de Arte Moderna, de 1922”, mas o real significado é exatamente a comemoração dos 100 anos do casarão e também ao fato de que algumas obras foram feitas em 2021, durante o isolamento social. 

“Para compor a exposição, Alberto Simon convidou artistas próximos a ele e que, em sua maioria, residem em São Paulo. Cada um deles retrata em suas obras o contexto pandêmico dentro desse universo da arte contemporânea. O que estamos expondo aqui são artistas únicos, singulares que vivem em seu próprio mundo e traduzem isso em suas artes”, conta Edna Onodera, responsável pelo projeto educativo.

A exposição é gratuita e vai até 24 de outubro, aberta de terça a domingo. Para reservar sua visita, é só acessar o site Eventim e escolher o melhor dia e horário. A permanência no local é de uma hora e há monitores que guiam todo o passeio. 

Endereço: Rua Piauí, 874 – Higienópolis, São Paulo

De 10/08 a 24/10

Horários de funcionamento: Terça a domingo das 09h às 18h

Exposição gratuita

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