Atualização – desde o dia 7 de novembro a exposição Histórias da sexualidade pode ser vista por menores de 18 anos, desde que acompanhados dos pais ou responsáveis. A nova classificação segue orientação de nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do Ministério Público Federal, publicada no dia anterior.
O Masp decidiu colocar a mão no vespeiro. Palmas para o Masp. Nesses tempos em que arte está sob ataque, é preciso reforçar o seu papel civilizatório, – mesmo que para isso tenha se rendido inicialmente a uma censura de 18 anos, fato praticamente inédito para exposições de arte. Desde 2015, o Museu de Arte de São Paulo planeja um programa dedicado às questões de sexualidade e gênero, cujas exposições e atividades têm acontecido ao longo de todo o ano de 2017. O ciclo teve início em abril, com a exposição Quem tem medo de Teresinha Soares?; seguida por Wanda Pimentel: envolvimentos, aberta em maio; Toulouse-Lautrec em vermelho, Miguel Rio Branco: nada levarei quando morrer e Tracey Moffatt: montagens, em junho; Pedro Correia de Araújo: erótica, em agosto, e Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017, em setembro.
Juntamente com Tunga: o corpo em obras, prevista para dezembro, essas exposições monográficas de artistas brasileiros e internacionais reúnem trabalhos que levantam questionamentos sobre corpo, desejo, erotismo, feminismo, questões de gênero, entre outros temas. Eles se congregam na mostra coletiva Histórias da sexualidade, em cartaz no Masp até o dia 14 de fevereiro de 2018.




