Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Washington Olivetto: “A gastronomia é a responsável pela ressurreição do centro de São Paulo”

O publicitário Washington Olivetto analisa a importância da economia criativa na retomada da região e fala como o centro marcou sua vida.

Washington Olivetto: “A gastronomia é a responsável pela ressurreição do centro de São Paulo”

Por Clayton Melo

Texto e foto

Eram quase 19h de uma quarta-feira cinzenta quando Washington Olivetto, um dos publicitários mais premiados do Brasil, entra pela porta do A Casa do Porco Bar, na Rua Araújo, no centro de São Paulo. Chega sozinho. Na entrada, há uma fila de clientes do restaurante – nem mesmo o dia nublado, com ameaça de chuva, espantou a clientela.

À vontade, Olivetto cumprimenta alguns funcionários da casa enquanto vem até a mesa redonda onde eu o espero. Ele é conhecido no pedaço. Costuma marcar almoços ou jantares no endereço do amigo Jefferson Rueda, um dos chefs mais badalados do País e cujo estabelecimento foi eleito, em outubro de 2017, o oitavo melhor restaurante da América Latina pela “50 Best América Latina”.

Washington Olivetto e o centro de São Paulo

O local não poderia ser mais simbólico para a conversa com o projeto A Vida no Centro. Paulistano nascido em 1951, Olivetto nunca morou na região, mas passou boa parte da vida – incluindo a infância, época em que uma tia o levava para cortar cabelo no Mappin – circulando pelo centro de São Paulo. “Sempre frequentei tudo na cidade, e o centro faz parte das minhas referências”, diz Olivetto, que hoje vive parte do ano em Londres, onde deve morar de vez agora que deixou a presidência do conselho da WMcCann, agência que nasceu da união da W/Brasil e da McCann, em 2010.

Em suas andanças pelo centro, os bares e restaurantes ocupam lugar de destaque, como se pode ver um pouco mais adiante nesta entrevista. E isso serve de mote para que o publicitário fale sobre como vê a região central de São Paulo hoje. “O que está puxando a ressurreição do centro, mais do que qualquer gesto governamental, é a iniciativa privada por meio da gastronomia”, diz. Como exemplo, cita A Casa do Porco Bar, o Esther Rooftop, de Olivier Anquier, e o Bar da Dona Onça, da chef Janaína Rueda, esposa de Jefferson (veja mais sobre a efervescência gastronômica na região aqui) .

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