Igreja Santa Ifigênia: conheça a história da Basílica da Imaculada Conceição
O guia de turismo Laércio Cardoso de Carvalho fala sobre a história da igreja Santa Efigênia, que é oficialmente uma basílica.
Arquitetura aberta para a rua leva o visitante de escada rolante direto para uma praça 5º andar. Abertura terá cinco exposições simultâneas
A Avenida Paulista, novo corredor cultural de São Paulo, ganha em setembro mais um local dedicado às artes. O Instituto Moreira Salles abre no número 2424, bem pertinho da Rua da Consolação, sua nova sede em São Paulo. O novo espaço, que começa a funcionar no dia 20 de setembro, vai abrigar toda a programação do IMS na cidade: exposição de obras de arte, mostras de cinema, cursos, palestras e shows.
O prédio de sete andares tem ainda livraria, café e restaurante e foi construído de forma a se integrar com a calçada, dando ao visitante a impressão de que está num espaço público. A diferença é que esta extensão da calçada fica a 15 metros de altura, no quinto andar, acessível por escada rolante.
A estrutura, transparente e aberta ao visual da cidade, é recoberta por um envelope de vidro que funciona como um grande quebra-sol contra o calor.
Cinco exposições marcam o início do funcionamento do IMS Paulista. Duas delas apresentam obras do fotógrafo suíço Robert Frank sobre os Estados Unidos – Os Americanos e Os Livros e os Filmes. Os americanos é o resultado da viagem na qual o fotógrafo percorreu os Estados Unidos de alto a baixo, entre 1955 e 1957.
Das 27 mil fotografias realizadas na viagem ele selecionou 83 que compõe a exposição e também um livro que será publicado no Brasil pelo IMS e lançado na inauguração da mostra.
Os Livros e os Filmes é uma montagem itinerante que une duas facetas de Frank, a de fotógrafo e a de realizador – aproximadamente 25 filmes dele também serão exibidos numa retrospectiva no cinema do IMS.
Marcando o interesse da instituição em todo o universo da arte contemporânea, também será apresentada a videoinstalação The Clock, de Christian Marclay, vencedora do Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 2011. The Clock é composta por milhares de imagens extraídas de filmes de diversas épocas (de cenas de tiroteios a perseguições de carro), proporcionando uma viagem pela história do cinema, com a exibição dos relógios com horário sincronizado com a exibição do filme. Para quem quiser viver a experiência em sua totalidade, The Clock ficará aberta ao público 24h uma vez por semana (de sábado para domingo).
A obra Corpo a corpo mostra diferentes tipos de violência. Entre eles, os registros feitos pelo Midia Ninja durante as manifestações de 2013 e estudos de Letícia Ramos para analisar a resistência do corpo aos impactos físicos ocorridos em confrontos, o discurso de ódio que emana das imagens de linchamentos, nos Estados Unidos e no Brasil, recolhidas e catalogadas pelo Garapa, e várias outras manifestações políticas que usam o corpo.
Câmera Aberta é uma obra do artista alemão Michael Wesely, que em 2014 instalou várias câmeras em pontos estratégicos do prédio do IMS Paulista para capturar, continuamente, imagens das quatro faces do novo centro cultural desde o início de sua construção.
Além disso, imagens da capital paulista desde 1860 serão vistas na obra São Paulo: Três ensaios, mostrando a transformação da cidade até a metrópole dos dias atuais. Veja aqui algumas dessas fotos.
Além das exposições temáticas, o IMS terá mais espaço para expor seu acervo, o que não acontecia no espaço anterior, em Higienópolis, mais acanhado. O novo centro cultural também sediará eventos como o Festival ZUM e o Festival serrote, cuja primeira edição está prevista para 2018, além de participar das celebrações dos já tradicionais Dia D – Dia Drummond e Hora de Clarice.
O diretor, produtor, roteirista, crítico e programador de cinema Kleber Mendonça Filho será o responsável pela programação de cinema. Conhecido e premiado por seu trabalho como diretor em filmes como Aquarius (2016) e O som ao redor (2013), Kleber tem também forte atuação na área de programação e crítica de cinema.
“O novo prédio do IMS está em uma área forte – algumas das melhores salas de cinema de São Paulo estão ao redor – e precisa de uma programação muito especial. O desafio é muito grande, e muito apetitoso”, afirma.
A biblioteca do IMS Paulista, coordenada por Miguel Del Castillo, terá como foco único a fotografia. De livre acesso ao público e com espaço para 30 mil itens, a biblioteca nasce com 10 mil itens, entre o acervo geral e as coleções especiais, como a biblioteca do fotógrafo Thomaz Farkas.
Um dos destaques é a coleção quase completa da revista Íris, que circulou entre 1947 e 1999 no país. A biblioteca ainda promoverá cursos livres relacionados às áreas de atuação do IMS, com ênfase na fotografia.
A livraria será uma filial da Livraria da Travessa, referência cultural no Rio de Janeiro. A loja será integrada ao ambiente da Praça IMS, no quinto pavimento do novo prédio, e terá como foco, além das publicações do instituto, obras nacionais e importadas sobre fotografia.
O IMS Paulista abrigará o restaurante e o café Balaio, parceria com Rodrigo Oliveira, chef dos restaurantes Mocotó e Esquina Mocotó. O Balaio será um restaurante panregional com influências brasileiras, mas terá também alguns dos clássicos já consagrados de seus restaurantes, como os dadinhos de tapioca e os torresmos.
Em comum com os outros restaurantes do grupo, a casa no IMS Paulista terá comida saudável e natural, feita com produtos de excelência, com rastreabilidade garantida. E, principalmente, será inclusivo. “É um restaurante para todos. Informal, vibrante, aconchegante, caloroso, acessível no preço e no conceito”, diz o chef, para quem o foco do trabalho está na boa comida e na hospitalidade.
Tanto no restaurante, que ficará no térreo da avenida Paulista, como no café, na Praça IMS, no quinto pavimento, um dos carros-chefes será o café da manhã. “Vamos servir um café da manhã artesanal, com sabores de vários cantos do país, com cuscuz, tapiocas, bolos e outros quitutes da mesa brasileira”, adianta Rodrigo.
O projeto do novo espaço é do escritório Andrade Morettin Arquitetos, que ganhou um concurso realizado em 2011 com um projeto todo integrado com a rua. “Imaginamos um museu acessível, que ofereça um ambiente interno tranquilo e acolhedor, capaz de equilibrar a vibração das calçadas com a natureza e a escala dos espaços museológicos que exigem uma qualidade de luz e uma percepção do tempo muito especiais”, dizem os arquitetos Marcelo Henneberg Morettin e Vinicius Hernandes de Andrade, responsáveis pelo projeto.
A sustentabilidade vem desde a escolha dos materiais da construção quanto no uso e tecnologias modernas para economizar energia. Em algumas áreas, como a praça, a biblioteca, o café e o restaurante, sempre que possível será usada iluminação natural. Além disso, a climatização será feita somente onde necessário, com o uso de ventilação natural na praça, por exemplo.
Veja aqui fotos de toda a construção do IMS, desde o início da obra, em novembro de 2013.
O acesso também é facilitado pela localização junto a duas linhas de metrô (Verde e Amarela) e ciclovia na porta, além de inúmeras linhas de ônibus.
Fundado em 1992 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), o Instituto Moreira Salles é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem por finalidade exclusiva a promoção e o desenvolvimento de programas culturais.
O IMS possui um rico acervo de fotografia (2 milhões de imagens), música (cerca de 20 mil discos de 78 rotações e 6 mil de 33 rotações), iconografia (10 mil desenhos e gravuras e arquivos pessoais de artistas gráficos) e literatura (com cerca de 150 mil itens de biblioteca e arquivo pessoais de autores), que estão apropriadamente abrigados em reservas técnicas no Rio de Janeiro.
Entre as coleções, destacam-se as fotografias de Marc Ferrez, Marcel Gautherot e José Medeiros, as discotecas de Humberto Franceschi e J. R. Tinhorão, o acervo de Pixinguinha e as bibliotecas de escritores como Ana Cristina Cesar, Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende e Carlos Drummond de Andrade.
Parte deste acervo está disponível para consulta no site. No site, também está hospedada a Rádio Batuta, um ponto de seleção, análise e entretenimento com base no grande acervo de música popular brasileira abrigado pelo IMS.
O Instituto Moreira Salles também mantém o site Correio IMS, que publica cartas de importantes personagens brasileiros, e um blog, com conteúdo exclusivo. Na área editorial, além de livros e catálogos de arte, publica a revista de ensaios serrote e a revista de fotografia contemporânea ZUM.
Serviço:
Horário de funcionamento:
terça a domingo, das 10h às 20h
quinta, das 10h às 22h
feriados (exceto segunda), das 10h às 20h
O guia de turismo Laércio Cardoso de Carvalho fala sobre a história da igreja Santa Efigênia, que é oficialmente uma basílica.
Conheça a história da Praça Roosevelt, de primeiro estádio de futebol do Brasil a espaço cultural
Cine Bijou e outros cinemas marcam a volta dos cinemas de rua. Veja vários cinemas que resistem ou abriram nos últimos meses
Seja para um café da manhã caprichado, um cafezinho depois do almoço ou para bater papo, são várias as opções de cafés no Copan
Construída no começo do século 20, Vila Itororó tinha bailes e festas elegantes e teve a primeira piscina particular de São Paulo
O escritor Marcio Aquiles narra a visita do teatrólogo à Unicamp para uma homenagem aos 50 anos do Oficina
A historiadora e antropóloga Paula Janovitch fala sobre a "gramática dos caminhantes", que pode ser percebida ao se andar a pé pela cidade.
Pastilhas estão sendo retiradas e serão trocadas por outras semelhantes, segundo nota oficial da Prefeitura de São Paulo.
Há 50 anos, o incêndio do Edifício Joelma, no Centro de São Paulo, deixou 181 mortos e causou um trauma que nunca foi esquecido.
O guia de turismo Laercio Cardoso de Carvalho conta como eram os primeiros carnavais no Centro de São Paulo no começo do século 20.
O Parque do Rio Bixiga, ao lado do Teatro Oficina, já tem uma verba de R$ 51 milhões para sua implantação. O parque vai ocupar […]
A colunista Vera Lúcia Dias, guia de turismo, fala sobre as diferentes fases do Vale do Anhangabaú, por onde já passou um rio
O guia de turismo Laércio Cardoso de Carvalho conta a história de prédios ao redor da Igreja Santa Ifigênia.
Espaço, que fica no 42º andar do edifício Mirante do Vale, amplia a área para uma vista de 360 graus e recebe exposição que teve participação do A Vida no Centro
Clique no botão abaixo para receber notícias sobre o centro de São Paulo no seu email.
Clique aqui não mostrar mais esse popup