Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Complexo #9: conheça o espaço criado para transformar entorno de viaduto na Bela Vista

Criadores do Complexo #9, Moisés Batista de Souza (Gibi) e Klaus Pian contam em entrevista ao A Vida no Centro que o projeto tem o objetivo de recuperar uma área degradada na Bela Vista com esporte e cultura; veja a entrevista.

Complexo #9: conheça o espaço criado para transformar entorno de viaduto na Bela Vista

Lançamento do Complexo #9 e do Mercado Mundo Criativo, com Festival Lab Rock, show da banda Os Esporádicos e feira de moda, design e gastronomia (9 de fevereiro)

Data: 9 de Fevereiro de 2020

Horários:

Mercado Mundo Criativo: Das 11h às 20h (Feira de gastronomia, moda, design e Feirinha Queer do Museu da Diversidade Sexual)

Show da banda Os Esporádicos, com hits do rock nacional: 11h30 às 12h30

Lab Rock: Das 14h às 18h30

Local: Complexo #9

Endereço: Rua Santo Antônio, 800, Bela Vista

Entrada Gratuita

Denize Bacoccina e Clayton Melo| De terreno baldio, frequentado por usuários e traficantes de drogas, depósito de entulhos e moradia de sem-teto a um centro de treinamento de artes marciais, espaço de convivência da vizinhança e, agora, também sede de um projeto de economia criativa, o Mundo Criativo, liderado por Beto Lago e que será lançado em parceria com o A Vida no Centro. Este é o Complexo #9, um centro cultural e esportivo que ocupa um espaço de 7 mil m2 embaixo do Viaduto Júlio de Mesquita Filho, entre a Avenida 9 de Julho, a Rua Santo Antônio e a Rua João Passalaqua. E, de quebra, está ajudando a dar nova vida a uma região degradada, que vai se transformar num novo espaço público de convivência na Bela Vista.

O projeto nasceu do sonho do lutador de muay thai Moisés Batista de Souza, o Gibi, tetracampeão mundial da categoria, que em 2004 montou sua academia na Rua Martinho Prado e da janela via o movimento embaixo do viaduto. Depois o local foi utilizado como um posto de atendimento de saúde e, quando esta atividade cessou, ocupado por sem-teto. Essa esta a situação quando, em parceria com o empresário Klaus Pian, Gibi fez um projeto e pleiteou à Prefeitura o direito de administrar a área. Em 2017, quando ganharam a concessão, tiveram que negociar com os moradores que haviam ocupado a área. Até que, depois de um ano de reforma, abriram o espaço em setembro de 2019, com a presença do prefeito Bruno Covas – que no fim do ano passado anunciou um programa de concessão ao setor privado de dezenas de viadutos em toda a cidade.

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Propósitos

Neste período, os dois empresários investiram cerca de R$ 140 mil em recursos próprios, e calculam que o investimento total ficou em torno de R$ 1,5 milhão, com a doação de outros empresários. Um doou um octógono, outro o tatame, outro ofereceu o paisagismo. E assim, com a ajuda de amigos o lugar se transformou num local que oferece uma nova perspectiva de vida a crianças e jovens que não podem pagar por aulas particulares e também transforma o entorno.

“O meu intuito era ajudar quem não pode pagar para ter uma academia, uma atividade física, ter uma qualidade boa de saúde”, diz Gibi em entrevista exclusiva ao A Vida no Centro.

“Eu trabalho na noite há 20 anos e estava cansado, queria fazer uma coisa que tivesse um objetivo que não fosse só ganhar dinheiro”, diz Klaus sobre o que o motivou a abraçar o projeto.  Além disso, ele espera transformar não apenas a vida dos alunos mas também as relações da vizinhança com o espaço. “De uma certa forma é como jogar uma pedrinha na água. Ela cai num ponto e ela ecoa”, afirma.

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