Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Coronavírus: grupos de vizinhança se organizam para ajudar idosos a não sair de casa

Moradores do Centro de São Paulo criam redes de solidariedade para que idosos não precisem sair de casa para fazer compras, pagar contas ou resolver outras pendências que exigem sair de casa, expondo-se ao vírus.

Coronavírus: grupos de vizinhança se organizam para ajudar idosos a não sair de casa

Denize Bacoccina

As recomendações das autoridades para que as pessoas evitem sair de casa por causa da pandemia de coronavírus, o Covid-19, levou à criação de vários grupos de vizinhança para ajudar pessoas mais vulneráveis, como idosos e pessoas com outras doenças que podem estar mais suscetíveis à doença. A ideia é evitar que essas pessoas precisem sair de casa para fazer compras, pagar contas ou resolver outras pendências que exigem sair de casa, expondo-se ao vírus.

A instrutora de mindfulness Natasha Bontempi se inspirou num aviso que viu num elevador, escrito à mão, oferecendo ajuda para quem não podia sair de casa, para uma ação em contraponto à reação de pânico e histeria que via ao redor.

Moradora da Vila Buarque, um bairro que tem ao mesmo tempo uma grande população de pessoas idosas e de jovens, e um forte senso de comunidade, Natasha resolveu espalhar a iniciativa montando um formulário que pudesse ser baixado, impresso e colocado em outros prédios da região, para que os próprios moradores se organizassem.

Coronavírus e os idosos

A iniciativa foi abraçada pela jornalista Priscilla Torelli, que administra o perfil de Instagram @vilabuarque, na Vila Buarque, e publicou o formulário. “Estamos num momento nunca antes visto na história do planeta e temos que nos ajudar”, diz Priscila, que já tem um histórico de trabalhos com redes comunitárias. Além do perfil da Vila Buarque, que ela faz de forma voluntária para divulgar o que acontece no bairro, ela é do conselho do prédio em que mora e faz parte de comunidades do AirBnb. “Tudo isso que está acontecendo incentiva a interdependência”, diz Priscilla.

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“Ao mesmo tempo que tem muita histeria, estou vendo uma reação muito grande de generosidade, atenção, carinho, todas essas outras coisas que ajudam a gente a pôr a cabeça no lugar”, diz Natasha.

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