Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Denize Bacoccina

Dória e a cidade de São Paulo: divórcio consensual ou litigioso?

João Doria explicou sua saída da prefeitura, apenas 15 meses depois de assumir o cargo e prometer que ficaria quatro anos, como um divórcio. Como num casamento, o dia seguinte pode ser de decepção ou alívio.

Dória e a cidade de São Paulo: divórcio consensual ou litigioso?

No fim de semana, o prefeito João Doria, eleito em 2016 no primeiro turno, com 3 milhões de votos, anunciou sua saída do cargo para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Deixar um cargo para disputar outro, de maior importância, não chega ser novidade entre os políticos.

A diferença é que normalmente políticos fazem isso quando já têm uma ficha de serviços prestados, e vão galgando os degraus aos poucos, até chegar a Brasília. Doria achou que podia subir a escada pulando dois degraus de cada vez, da prefeitura direto para o planalto – ou quem sabe pegando o elevador para acelerar?

Ao perceber que não tinha apoio nem mesmo dentro do partido (PSDB), menos ainda do eleitorado de outras partes do país, trocou o posto nacional pelo estadual. Só o que permaneceu foi a rejeição ao mandato para o qual foi eleito, de prefeito, que prometeu cumprir integralmente.

A gestão de Doria já começou equivocada. Depois de um breve período com ações de marketing vestido de gari, deu início à fase de abandonar a gestão e viajar por todo o país para ações de marketing em festas populares, reuniões com outros prefeitos ou homenagens políticas.

Os paulistanos não gostaram de ver sua cidade descuidada, com lixo nas ruas, calçadas e ruas esburacadas, semáforos sem funcionar – sem contar as licitações suspeitas, as “doações” de empresas retribuídas com propaganda disfarçada.

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