A Vida no Centro

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Nova série do A Vida no Centro ouve grande nomes para repensar a cidade pós-Covid

Repensar a cidade pós-Covid é o foco da série em podcast Hackeando a Cidade, com entrevistas em áudio, vídeo e texto; veja como acessar

Como tornar as nossas cidades lugares mais sustentáveis, inovadores, menos desiguais e socialmente justos? Quem está inovando e transformando positivamente a realidade e o que podemos aprender com essas experiências? Como repensar a cidade pós-Covid?

É isso o que a série em podcast Hackeando a Cidade, criada pelo A Vida no Centro. Composta por 15 episódios, a iniciativa tem como propósito provocar reflexões sobre o modelo de urbanização e compartilhar experiências bem-sucedidas de transformação de territórios.

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O projeto vai trazer entrevistas semanais com urbanistas, pensadores, pesquisadores da academia, líderes comunitários e de movimentos sociais, startups inovadoras, artistas ou coletivos. A ideia principal é discutir o que já está sendo feito, o que não está sendo feito mas deveria, e o cada um de nós pode fazer para melhorar a vida nas cidades. O carro-chefe da série é o podcast, mas o projeto é multiplataforma: o conteúdo também estará disponível em vídeo no YouTube do A Vida no Centro, pois as entrevistas são gravadas via Zoom, e em formato de texto aqui no portal.

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Impacto social

E nesta temporada o projeto conta com três apoiadores, que compartilham de uma visão de cidade aberta, uso do espaço público e diálogo com o espaço urbano: o escritório de arquitetura Pitá e o estúdio de design de móveis Estúdio Paulo Alves, que se mudaram para o Centro de São Paulo recentemente, e a construtora da Magik JC, empresa há 50 anos na região e que produz habitação econômica com arquitetura e design no Centro de SP e gera impacto positivo por meio de suas ações.

O projeto conta ainda como a parceria da SP Escola de Teatro, responsável pela edição e finalização do podcast, e da plataforma de inovação aberta Distrito.

“As cidades no Brasil há muito não são olhadas nem discutidas de forma consciente por seus cidadãos. Esse é o momento de aprofundar no entendimento dos problemas, nas possíveis soluções que possam trazer as cidades ao momento presente”, diz Antonio Mantovani Neto, sócio da Pitá.

“Acreditamos em uma cidade mais permeável, onde edifícios e espaços livres se confundam. Uma cidade que provoque encontros inesperados e frutíferos. Onde a solidariedade seja o principal ingrediente de todos esses encontros”, afirma Paulo Alves.

A série também tem a parceria com a SP Escola de Teatro, responsável pela edição e finalização do podcast, e o Distrito, plataforma de inovação aberta.

Denize Bacoccina e Clayton Melo no estúdio da SP Escola de Teatro

“Num momento como o atual, de tantos desafios para a vida das pessoas nas cidades, o jornalismo tem um papel ainda mais importante ao propor caminhos. Por isso o conceito da série é ‘pessoas que inspiram, ideias que transformam’”, diz Denize Bacoccina, cofundadora do A Vida no Centro.  “A pandemia colocou a discussão sobre o futuro da cidade em outros termos, pois explicitou – e agravou – as desigualdades sociais nos grandes centros urbanos brasileiros. É urgente repensar o modelo de urbanização, e a série Hackeando a Cidade pretende contribuir com essa discussão”, diz Clayton Melo, cofundador do A Vida no Centro.

Por que hackear a cidade

Sobre o nome do projeto, os criadores explicam que hackear a cidade sugere a ideia de inventar um caminho novo, pensar diferente em busca de soluções criativas para os problemas. “Significa virar a chave. Compartilhar ideias, reflexões e histórias que inspirem e nos façam ver a cidade de um jeito diferente. Mais inclusivo e solidário”, dizem Denize e Clayton.

Entrevistados

O episódio de estreia, que acaba de ser lançado no Spotify do A Vida no Centro, traz uma entrevista com Alejandro Echeverri, arquiteto e urbanista colombiano, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Medellín e um dos líderes do projeto de urbanismo social que transformou a cidade em case internacional e cidade mais inovadora do mundo, em 2013.

No segundo, Carmem Silva, coordenadora do Movimento dos Sem-Teto do Centro e líder da Ocupação 9 de Julho, fala de sua experiência como uma urbanista na prática e da importância da articulação dos movimentos sociais com o poder público e os demais atores da sociedade. Toda terça-feira um episódio novo será publicado.

Outros episódios trazem uma conversa sobre o papel da cultura com o jornalista e professor de gestão pública colombiano Jorge Melguizo, outro expoente do projeto de urbanismo social que transformou Medellín – ele foi gerente do Centro Medellín e secretário da Cultura e de Desenvolvimento Social da cidade – e com Nabil Bonduki, arquiteto, urbanista, professor da FAU-USP e relator do atual Plano Diretor da cidade de São Paulo, quando foi vereador. Teremos também uma conversa com os chefs e empreendedores Janaína e Jefferson Rueda, precursores da cena gastronômica no Centro que ajudaram a transformar a região do Copan e Caio Vassão, arquiteto e urbanista, head de inovaçao da Kyvo e pesquisador do conceito de Cidades Distribuídas.

Os demais episódios vão trazer entrevistas com urbanistas, pensadores, pesquisadores da academia, líderes comunitários e de movimentos sociais, startups inovadoras, artistas ou coletivos.

Serviço:

Link do 1º Episódio:

Spotify: https://bit.ly/3ixiBCV-hack-EP1

YouTube: https://bit.ly/3iJYSAp

Periodicidade: semanal (15 episódios)

Onde acessar os episódios:

Spotify: https://spoti.fi/3xdACdR

YouTube: https://bit.ly/2TGbvT5

Plataforma: https://avidanocentro.com.br/