A Vida no Centro

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Lugares para comer ou beber ao ar livre no Centro

Com autorizações para calçada proibidas, restam poucos lugares para comer e beber ao ar livre no Centro. Veja a lista

Nada como sentar numa mesa ao ar livre para tomar um café, um drinque ou mesmo para almoçar ou jantar. O número de estabelecimentos com mesa na calçada ou terraço vinha crescendo nos últimos anos – mas com a pandemia mesmo os que tinham autorização não puderam mais usar as mesas nas calçadas. Claro, um contrassenso, já que lugares ao ar livre são os mais seguros. O resultado é que sobraram poucos lugares para comer ou beber ao ar livre no Centro de São Paulo. Veja na lista abaixo os que estão funcionando. Todos com capacidade reduzida e mesas com distanciamento, de acordo com as normas.

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Obs: Antes de visitar, consulte a rede social do estabelecimento para verificar o horário de funcionamento. Os links estão nos nomes dos estabelecimentos.

Bar da Dona Onça

Na rua interna do Copan, continua firme e forte o Bar da Dona Onça, restaurante da chef Janaina Rueda, pioneiro no movimento de tornar o Centro cool novamente. Além do espaço interno, tem várias mesas na calçada, protegidas por ombrelones. O restaurante tem um cardápio de clássicos de comida caseira/afetiva, como picadinho, galinhada, língua e massas caseiras, além de uma carta de caipirinhas exclusivas.

Endereço: Avenida Ipiranga, 200

Copanzinho

No prédio ao lado do Copan, na rua de pedestres que dá para a Avenida São Luís, a lanchonete tornou-se o point preferencial da região para um público variado, de moradores do maior edifício de São Paulo e trabalhadores da região no almoço a descolados que passam por ali antes e depois das baladas. Antes da pandemia, ocupava toda a rua interna, com dezenas de mesas, e ficava aberto a noite toda. Depois, o horário de funcionamento diminuiu e o movimento caiu drasticamente, mas o espaço aberto ainda torna o lugar bastante atraente.

O cardápio, bem amplo, tem desde refeições estilo PF, pratos maiores, sanduíches, hambúrgueres e porções, além de cervejas, sucos e outras bebidas.

Endereço: Avenida Ipiranga, 318

Orfeu

Na mesma calçada do Copanzinho, mais próximo da Avenida Ipiranga, o Orfeu está funcionando atualmente somente no almoço e nas mesas externas. O cardápio tem uma releitura mais moderna de pratos tradicionais, como picadinho e baião de dois, além de petiscos como dadinhos de tapioca e sanduíches.

Endereço: Avenida Ipiranga, 318

Drosophyla

O bar instalado num casarão de 1920, totalmente restaurado e decorado com objetos de vários lugares do mundo, também tem uma varanda aberta no primeiro andar, com uma vista linda para a Igreja Presbiteriana, na Nestor Pestana. No cardápio, drinques exclusivos com nomes divertidos como Deus é Mulher, A Boba e Apocalipse, servidos em taças – ou até em xícaras – vintage. Para acompanhar, pratos leves como burrata, carpaccio, tostadas e canapés.

Endereço: Rua Nestor Pestana, 163

Ocupa Rua

Enquanto os estabelecimentos que tinham mesas nas calçadas não estão autorizados a utilizá-las, bares e restaurantes que ficam no quadrilátero entre as ruas Araújo, General Jardim, Major Sertório, Bento Freitas e Epitácio Pessoa fazem parte do Ocupa Rua, projeto-piloto (que deveria se estender a outras ruas e bairros, mas ainda não foi) que permite a colocação de mesas e cadeiras em locais antes ocupados por vagas de estacionamento. Todo o espaço é demarcado por vasos de flores e até pequenas árvores frutíferas, pinturas no chão feitas pelo artista plástico Flip (autor do Aquário Urbano, conjunto de grafites nos prédios da região, simulando o fundo do mar) e amplia a área livre sem tirar o lugar dos pedestres, que continuam passando pela calçada.

São mais de 30 estabelecimentos, então há opções para todos os gostos, desde lugares badalados como a Casa do Porco e o Z Deli até locais mais antigos da região, como a Lanchonete da Cidade, ou novatos como o La Guapa e o Sertó, na Major Sertório. Alguns têm serviço de mesa, outros apenas oferecem bancos para serem utilizados por clientes ou pedestres.

Tokyo

A casa noturna/restaurante/karaokê que busca recriar o clima futurista da capital japonesa, ocupa vários andares de um prédio modernista construído em 1949. O destaque é para o terraço, no último andar, com uma vista incrível para ícones modernistas da cidade: o edifício do antigo Hotel Hilton, o Copan e o Edifício Itália. O cardápio tem drinques clássicos e autorais e, para comer, pratos com influência oriental e hambúrgueres.

Endereço: Rua Major Sertório, 110 – terraço no 9º andar

Pátio Metrô São Bento

Do outro lado do Centro Histórico, junto à entrada do metrô São Bento, o pequeno centro comercial oferece várias lojas de fast food numa praça de alimentação aberta, ao redor de um jardim. Além das mesas dos restaurantes de fast food, ainda dá pra sentar nos bancos no meio do jardim, totalmente aberto, com vista para o Mosteiro de São Paulo. Várias lojas fecharam nos últimos meses, mas o local oferece diversas opções para almoço, além de açaí e loja de sucos.

Endereço: Metrô São Bento

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Denize Bacoccina

Denize Bacoccina

Denize Bacoccina é jornalista e especialista em Relações Internacionais. Foi repórter e editora de Economia e correspondente em Londres e Washington. Cofundadora do projeto A Vida no Centro, mora no Centro de São Paulo. Aqui é o espaço para discutir a cidade e como vivemos nela.