A Vida no Centro

CalçadaSP

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Wans Spiess e Tony Nyenhuis são publicitários e criadores do CalçadaSP, iniciativa de ativismo urbano com olhar artístico. Aqui, eles usam as calçadas do centro para caminhar sobre diferentes temas da região mais pulsante da cidade.

Caminhos para cidades mais humanas e sustentáveis

Seguindo a recomendação de isolamento social e o #fiqueemcasa, fizemos uma “caminhada virtual” refletir sobre como caminhar mais e melhor pela cidade.depois do fim da quarentena

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Tempo de leitura:5 minutos

Por Wans Spiess

Anualmente, durante o primeiro final de semana de maio, tem Janes’ Walk. Uma caminhada que acontece simultaneamente em várias partes do mundo para homenagear Jane Jacobs, americana que desde a década de 1960 já entendia que a melhor fonte de informação para produzir cidades mais humanas é observar o que se passa no espaço público. O movimento do corpo na rua permite repensar condições e promover mudanças que favorecem a cidade para pessoas – termo cunhado pelo urbanista dinamarquês Jan Gehl, o mesmo que inspirou a reforma no centro de São Paulo do Vale do Anhangabaú (em vias de finalização).

 O CalçadaSP realizou a caminhada de 2019 em São Paulo com o apoio do A Vida No Centro. Um passeio pelas calçadas com arte da região central da cidade, uma oportunidade para conhecer as histórias e curiosidades que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.

Em 2020 vivemos uma realidade diferente. Seguindo a recomendação de isolamento social e o #fiqueemcasa, não podíamos deixar passar a data em branco! Assim, “fomos ao encontro” de convidadas muito especiais. Mulheres que, assim como Jane Jacobs, procuram contribuir para a reflexão de como caminhar mais e melhor na cidade.

A conversa nos deixou reflexões sobre a importância do caminhar, como outros países têm enfrentado o problema e, principalmente, como podemos transformar desafios em oportunidades para pautar soluções para a nossa cidade.

Para assistir na íntegra como foi o papo acesse este link.

Confira abaixo o perfil das convidadas e saiba como participar de forma ativa na reflexão sobre cidades mais caminháveis.

Kelly Fernandes é arquiteta e urbanista e, dentre outras atividades é colaboradora da Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo – uma organização da sociedade civil dedicada a contribuir para uma cidade mais humana, segura e acessível para todos os que se deslocam por ela. Ao associar-se você contribui para o movimento de defesa da mobilidade a pé e pode colaborar de diferentes formas. Saiba mais sobre porque se associar.

Letícia Sabino se define como caminhante 0/ Uma das Idealizadoras da Paulista Aberta. é Diretora do SampaPé!, organização que atua para melhorar a experiência de caminhar nas cidade. Junto com o Metrópole 1:1 lançaram recentemente uma pesquisa que vai ajudar na construção de políticas públicas e melhorias dos espaços públicos. Para participar da Pesquisa Acesso aos Espaços Públicos na Pandemia acesse o link – são apenas 15 minutos. Você também pode colaborar compartilhando para que a pesquisa chegue a muitas pessoas que moram em São Paulo até dia 24/05.

Silvia Stuchi é diretora e Fundadora do Instituto Corrida Amiga –  – Transporte a pé e tem como missão aproximar e reconectar as pessoas ao espaço em que vivem. Trabalham com todos os tipos de público em diferentes ambiente e acabaram de lançar um série onde adaptaram as metodologias para serem aplicadas em casa com as crianças. Dá pra acessar os conteúdos adaptados aqui.

Todas estas instituições têm em comum o Projeto Como Anda, uma iniciativa que nasceu em 2016 com o objetivo de compreender o cenário da mobilidade a pé no Brasil, levantando quem são e o que fazem as organizações que atuam no tema. O Como Anda é ponto de encontro que articula diferentes grupos e indivíduos que promovem a pauta no país. 

Nós, do CalçadaSP, também fazemos parte desse movimento. Siga o CalçadaSP no Instagram (@calcadasp) e use #calçadasp para compartilhar suas fotos, elas podem fazer parte da galeria de calçadas do projeto.