A Vida no Centro

kebab - bares e restaurantes de imigrantes
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Os novos bares e restaurantes de imigrantes que estão renovando a gastronomia do Centro de São Paulo

A cidade vive uma nova onda de imigração que, além de enriquecer nossa cultura, traz novos aromas e sabores para perto de nós; veja o roteiro

Por Ariane Cordeiro

São Paulo é uma cidade construída, em grande parte, por imigrantes. Entre meados do século 19 e início do 20, ela recebeu grandes levas de estrangeiros, especialmente italianos, que ajudaram a impulsionar a produção de café no interior do Estado e deram início à industrialização aqui. Depois vieram japoneses, coreanos, bolivianos. Agora, a capital vive uma nova onda de imigração, que, assim como no passado, está enriquecendo nossa cultura com novos olhares e experiências. A gastronomia é uma das áreas em que essa influência tem sido rapidamente assimilada, com a abertura de restaurantes com culinária de diferentes partes do mundo, como África, Venezuela, Peru, Palestina e Colômbia.

Novos bares e restaurantes de imigrantes

Esses imigrantes – alguns deles em situação de refúgio, como palestinos e sírios – encontram no Centro de São Paulo uma nova oportunidade de vida, com trabalho, moradia e lazer. Foi para mostrar essa efervescência gastronômica multicultural que A Vida no Centro foi às ruas mapear onde estão esses novos sabores e aromas.

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Nossa jornada começa na esquina mais tradicional do Centro de São Paulo, passa pela Praça da República, Campos Elíseos, Largo do Arouche, Bela Vista e termina no bairro do Bom Retiro.

São 18 opções para almoços, jantares, happy hours, balada, lanches rápidos e bebidas típicas da América Latina, Oriente e África. Vamos lá?

Rio Mar - bares e restaurantes de imigrantes

Rio Mar Restaurante

Na esquina das avenidas Ipiranga e São João está localizado o restaurante peruano Rio Mar. Instalado há três anos no 1º andar de um casarão da década de 1920, onde também funciona a Galeria Sampa (reduto de africanos, no térreo), o restaurante é comandado pelos irmãos peruanos Hosler, Michael e Franco Castro Fernandes, que sempre estão na cozinha e no salão.

O cardápio é composto por ceviches (filés de tilápia marinados em sumo de limão, pimenta, cebola e milho peruano), choritos (mexilhões marinados em sumo de limão com picante, cebola, tomate em cubinhos e milho), chicharrones (empanados de peixe acompanhados de mandioca frita ou batata grelhada, salada de tomate, cebola e alface) e outras especialidades peruanas.

Destaque para o Leche de tigre, composto por molho afrodisíaco com marinado de peixes em sumo de limão, que chega à mesa decorada com camarões empanados com temperos, milho e batata doce peruana de cor alaranjada e mais adocicada que a brasileira.

Av. São João, 610 – República
De segunda a domingo, das 12h às 23h
(11) 3224-9985

Biyouz - bares e restaurantes de imigrantes

Biyou’Z

Comandado pela camaronesa Melanito Biyouha, chef de cozinha e artista, o restaurante tem quatro premissas básicas: sabor, cor, saudabilidade e africanidade. Todos os pratos que chegam à mesa são de receitas originais da África com produtos frescos e escolhidos pela procedência e qualidade.

O salão é colorido e decorado com máscaras de representações de divindades africanas. No cardápio, entradas, saladas, pratos principais com proteína animal e opções vegetarianas, além de sobremesas, sucos naturais e drinques africanos.

Para comer, pratos como peixe assado acompanhado por banana da terra frita e vinagrete, arroz, maionese e milho Ngansang (típico com temperos africanos), entre outros ingredientes. Para beber, drinques típicos como o Djindja, com gengibre e cachaça africana; o Bissap, com hibisco; e o Duubay, com tamarindo.

Alameda Barão de Limeira, 19 – Campos Elíseos
De segunda a domingo, das 12h às 23h
Tel. (11) 3221-6806

Sabor Peruano                                

Comida peruana com bom custo-benefício. Fundado em 2015, o restaurante é especializado em sopas e cozidos peruanos. Destaque para a Sopa Sustancia e a Sopa a la minuta, que são caldos com proteínas animais e vegetais, com temperos típicos e servidos em bowls peruanos.  Os pratos quentes também são fartos. Entre as opções estão o Lomo a lo pobre (tiras de carnes bovinas e frango na chapa com cebola, tomate, ervilhas e pimentões, acompanhados por arroz branco, banana e ovo frito) e o Pollo broaster (frango empanado e frito acompanhado por arroz branco, chips de batata e salada). Há ainda combinados, como o de arroz com mariscos e ceviche, tallarin especial e chaufas (arroz com carne flambada com pimentões, cebolinhas, ovo mexido e especiarias do Peru). Para beber, o tradicional suco de milho roxo, Chicha Morada, e drinques peruanos, como o pisco sour.

​Rua Guaianases, 153 – Campos Elíseos
De segunda a domingo, das 12h às 23h. Fecha às quartas-feiras
Tel. (11) 3361-5604

Império Incaico

Há três anos o restaurante se tornou uma das opções na região central para quem gosta de comida peruana caseira. É comum ver no local famílias de peruanos reunidas para almoços e jantares. Entre os pratos está a Parihuela (sopa de peixe e frutos do mar com batatas e cenouras cozidas), e pratos rápidos, como a Bisteck a lo pobre (carne bovina grelhada acompanhada de ovo frito e arroz branco). Para beber, limonadas caseiras, Chicha Morada (suco de milho roxo) e pisco sour.

​Rua Guaianases, 153
De segunda a domingo, das 12h às 23h
Tel. (11) 3327-2676

Rinconcito Peruano - bares e restaurantes de imigrantes

Riconcito Peruano

Edgard Villar, chef e proprietário, chegou ao Brasil nos anos 2000. Sem dinheiro, começou a trabalhar como camelô na região da 25 de Março. Após dois anos, passou a vender marmitas de comidas brasileiras e peruanas, para seus conterrâneos. A cozinha era em seu apartamento no Centro. Em 2005, uma oportunidade de comprar um estabelecimento pequeno na Rua Aurora fez com que Edgard começasse, timidamente, o negócio: um restaurante com comidas típicas de seu país de origem. Aos poucos a fama do lugar foi crescendo e o restaurante começou a se expandir, tendo hoje diversas unidades não só na região central, mas também em bairros como Pinheiros, Itaim Bibi, Tatuapé, Jardins, Vila Leopoldina, Vila Olímpia e Moema.

O carro-chefe da casa são os ceviches nas versões: pescado (feito com tiras de peixe branco), salmão, camarão e vegetariano (com cogumelos e vegetais mistos). As chaufas (arroz temperado com temperos peruanos e proteínas animas ou vegetais na chapa com cebola, pimentões e ovos mexidos), chicharrones (peixe e mariscos empanados e servidos com batatas fritas e salada) e as parihuelas (cozidos de peixe com vegetais). Todos os pratos podem ser escolhidos nas versões individual, médio e tamanho família. As sobremesas também têm destaque como os alfajores, suspiros e bolos. Para beber, pisco sour, IncaKola e cervejas.

Sede: ​Rua Aurora, 451
Demais endereços na região central:
Avenida Vieira de Carvalho, 86
Rua Guaianazes, 167
Rua Antônio de Godói, 29
Segunda das 12h às 17h.; de terça a domingo, das 12h às 22h
Tel. (11) 3361-2400 (sede Rua Aurora)

Syria - bares e restaurantes de imigrantes

Syria

Aberto em 2018, a cozinha é comandada pelo libanês Ahmed Merhi, conhecido como Vovô Ali (também proprietário de outro restaurante, o Vovô Ali). A comida é boa, farta e barata. São diversas opções de esfihas – abertas e fechadas – assadas no saj (forno tradicional árabe) e recheadas de carne, frango, queijo ou escarola. O Syria também tem shawarmas (lanches no pão sírio de carne, frango, kafta ou falafel), kibes (assado ou cru) e pastas árabes (homus, coalhada seca, babaganush).

Para acompanhar, uma boa opção é o suco de romã: a fruta é batida com melancia e água de laranjeira. Para fechar, a dica é um café sírio com cardamomo, por conta da casa, e doces árabes de nozes, ricota, pistache e castanha de caju.

Avenida São João, 1248
De segunda a quarta-feira, das 11h30 às 20h30. Às quintas, sextas e sábados, das 12h às 22h
Tel. (11) 3222-2401

Vovô Ali - bares e restaurantes de imigrantes

Vovô Ali

Com atendimento feito também pelos proprietários (Aliah Merhi, o marido, Mohamed e o irmão Ahmed e), o restaurante tem ótimas opções de shawarma ou kebabs (churrasco árabe), com vários tipos de recheio, como carne bovina, frango, falafel (os tradicionais bolinhos de massa de grão de bico), sugog (carne bovina moída temperada) e kafta (carne bovina moída temperada com salsinha, cebola e especiarias). Todas as versões são acompanhadas por tomate, acelga, pasta de alho e batatas fritas. Há também kibes fritos, pastas típicas como o homus, babaganuche e a coalhada seca, além de esfihas abertas e fechadas de diferentes sabores. Há também uma ampla variedade de doces árabes.

Avenida Vieira de Carvalho, 203
Aberto de segunda a sábado, das 12h às 20h. Fecha aos domingos
Tel. (11)3331-0146

Le Petit Village – Bar e Restaurante

De Camarões para o Centro de São Paulo, o Le Petit Village é uma boa opção para quem quer experimentar novos sabores. Com uma decoração com desenhos de mulheres negras vestidas com roupas típicas em tons vibrantes, a energia daquele país toma conta do salão e das mesas na calçada, para quem busca um ar mais descontraído. O restaurante é frequentado por imigrantes de origem africana e por brasileiros de diferentes estados.

Entre os pratos mais pedidos estão a tilápia assada (que chega à mesa empanada e assada por inteira) e as asas de frango fritas. Já a carta do bar tem várias opções de petiscos e porções africanas e brasileiras, entre elas a banana da terra frita e os Boulettes de Vlande (almôndegas de carne temperadas com cheiro verde, pimentão e pimenta). Entre as opções de bebidas estão as cervejas de 600 ml e as caipirinhas. Às sextas-feiras, a casa recebe música africana e brasileira ao vivo em uma balada que começa às 22h e vai até o sol raiar.

Avenida Vieira de Carvalho, 184
Aberto de segunda a sábado, das 12h às 23h. Às sextas, fecha às 5h
Tel. (11) 3225-0234

Al Janiah - bares e restaurantes de imigrantes

 Al Janiah

Aberto em 2016, ocupava um estabelecimento que abrigou um bordel nos anos 90, na Rua Álvaro de Carvalho. Há dois anos na Bela Vista, a casa cresceu, ganhou palco, bar, área externa, dois andares com mesas e até um terraço. Comandada por Hasan Zarif, brasileiro e filho de palestinos, o Al Janiah (nome que faz referência a um vilarejo na Cisjordânia que é parte dos territórios palestinos ocupados por Israel).

O local é referência na cidade por ser um ponto de encontro de sírios, palestinos e africanos que chegam a São Paulo, principalmente na região central. É um espaço aberto para quem gosta de bater papo sobre política, arte e cultura, regado a uma boa comida e bebidas árabes, cervejas geladas e assistindo a shows ao vivo, com bandas da América Latina, África e Oriente Médio. O espaço sedia ainda apresentações artísticas, lançamentos de livros, debates, exposições, filmes e cursos.

Para comer, a pedida são especialidades como falafel, tabule, esfiha e shawarma. Para beber, além das cervejas de 600 ml, há opções de drinques, como o Palestina Libre, que mistura arak, uma bebida típica árabe, com cachaça, limão, pimenta-biquinho e zátar verde.

Rua Rui Barbosa, 269 – Bela Vista
Aberto de terça a quinta-feira das 18h à 0h30. Às sextas-feiras e aos sábados, das 18h às 2h e, aos domingos, das 18h à meia-noite

Mercy Green

Restaurante de comida típica da Nigéria, é frequentado por africanos de todas as nacionalidades. Na entrada, um bar com bebidas e drinques brasileiros, como cachaça e caipirinhas de limão. Destaque para os pratos com vegetais, carne e variedades de caldos e sopas, ou os assados com batatas, banana da terra e peixe com pimenta.

Avenida Rio Branco, 495
De segunda a sábado das 11h às 20h

Ajo e Aji - bares e restaurantes de imigrantes

Ajo y Aji

O restaurante funciona no segundo andar do número 439 da Avenida Rio Branco – uma portinha, subindo uma escadaria, virando a primeira à direita. É o antigo Tradiciones Peruanas, que funcionava em outro número, também na Av. Rio Branco.

A casa é famosa por ter comida peruana boa, farta e barata. São diversas opções, entre elas o menu degustação Trio Maruno (composto por ceviche, jalea – um peixe frito, lula e outros frutos do mar – e arroz com mariscos), Pollo a la brasa (frango assado nas opções inteiro, metade e ¼) e pratos do dia, que variam de acordo com época do ano.

Avenida Rio Branco, 439
Terças e quartas das 11h às 20h30, às quintas e sextas das 11h às 22h, aos sábados das 11h às 23h, e aos domingos das 11h às 22h30
Tel. (11) 3331-1791

Rosa do Libano - bares e restaurantes de imigrantes

Rosa do Líbano

O restaurante é um dos queridinhos de quem trabalha da região central. O salão pequeno, e sempre lotado, costuma ter fila de espera para o almoço, principalmente entre 12h e 13h30, durante a semana. Motivo: a comida é farta, de qualidade e chega rapidamente. Há combos promocionais, como o Shawarma (composto por lanche de shawarma, refrigerante lata e uma esfiha). Os sanduíches típicos árabes (carro-chefe) podem ser pedidos em diversas versões, como carne, frango, falafel ou kafta.

Outras opções de pratos são os charutos de folha de uva nas versões recheadas com carne ou vegetariano (com legumes), esfihas (abertas e fechadas), kibes (cru e frito), porções de pastas árabes (homus, coalhada seca e babaganuche) e tabule. Na saída, uma boa pedida é um docinho árabe, como o de semolina e o ninho de macarrão.

Avenida Rio Branco, 443/445
Segunda a sexta, das 10h às 20h30 e sábado das 10h às 18h. Fechado aos domingos
Tel. (11) 3224-8868 e 3331-0339
*Delivery gratuito para a região central

Los Rolos - bares e restaurantes de imigrantes

Los Rolos

Restaurante colombiano que funcionou por sete anos na Rua Guaianases, hoje funciona na Praça Roosevelt. Abre de quinta a domingo, sempre no horário do almoço. Os donos Juan e Vera estão sempre no local para tirar dúvidas e conversar sobre os pratos. Juan é colombiano e Vera, a cozinheira, é uma brasileira que aprendeu todas as receitas originais do país que a acolheu pelo coração. Vera nos explica que o nome do restaurante, Rolos, é uma homenagem aos nascidos em Bogotá, capital da Colômbia.

No cardápio, opções de pratos especiais, como a Chuleta Valluna (carne bovina empanada e frita, acompanhada por arroz branco, salada e banana verde frita) e o Arroz con Pollo (arroz com frango, salada e abacate). Todos os ingredientes vegetais são orgânicos, comprados pelos donos em feiras no Centro. Há ainda sopas e porções variadas. Para beber, limonada de coco e sucos naturais são boas pedidas.

Praça Roosevelt, 226
De quinta a domingo, das 11h30 às 16h30

BAB - bares e restaurantes de imigrantes

BAB

Administrado pelos palestinos Salim Mhanna e Oula Al-Saghir, que moravam na Síria e vieram para o Brasil por causa no pais de origem, o bar funciona no antigo espaço do Bambolina Bar e é um dos espaços com as mesinhas na calçada mais disputadas da região, por ser um espaço de acolhimento da diversidade. Abriga também apresentações musicais e eventos esporádicos com outros imigrantes e refugiados. No cardápio, comida árabe de tirar o chapéu, com sanduíches típicos (kebabs e shawarmas) nas versões de carne bovina, frango e falafel, além de charuto de uva, e pastas como humous. Para beber, cervejas 600 ml e drinques como Caipiroska, Caipirinha, Gin Tônica e Aperol Sprtiz.

Praça Roosevelt, 124
De segunda a domingo, das 15h à 1h

Majaz - bares e restaurantes de imigrantes

Majâz

O Majâz é um restaurante de gastronomia palestina feita com ingredientes árabes tradicionais. Foi aberto por ex-funcionários do Al Janiah e hoje é outro ponto de encontro de árabes no Centro de São Paulo. Tem programação cultural (disponibilizada nas redes sociais e no site), e as mesas (na entrada e no estreito corredor externo dos fundos) são disputadas, principalmente as sextas e sábados.

A comida é o ponto forte da casa. Um cardápio extenso e diversificado com muitas opções e combinados de sanduíches, pratos feitos, pastas árabes e porções.  Entre as alternativas de prato estão o de Kafta acompanhado de homus e batata frita e o Shish Taouk, com maionese e batata frita. O diferencial está nas opções de pastas que trazem sabores diferentes, como a de Homus nas versões tradicional, de grão de bico e de beterraba. Há ainda Muhamara (pasta de pimentão com nozes) e coalhada seca com nozes.

Entre as principais opções de bebidas estão os drinques autorais, que possuem nomes históricos e representam lugares, regiões e o país de origem dos donos. É o caso do León (combina rum, maracujá e pimenta especial) e é em homenagem a cidade histórica de Léon. Outra sugestão é o Mar Vermelho, com rum, morango e uma infusão caseira de hibisco e finalizado com pimenta) – este faz referência ao sul da Palestina, que divide as águas com o Egito e Jordânia. Há ainda cervejas de 600 ml e opções não alcoólicas, como sucos naturais.

Rua Fortunato, 88 – Santa Cecília
De terça, quarta e quinta-feira, das 18h à meia-noite. Às sextas, das 18h às 2h; aos sábados, das 12h às 02h; e aos domingos, das 12h às 18h

Schehrasade - bares e restaurantes de imigrantes

Schehrasade

Misto de empório, lanchonete e restaurante, a casa funciona na Santa Cecília há mais de 20 anos. O lugar serve quitutes e doces da cozinha árabe tradicional e tem balcão e área de mesas. Há comidinhas nas geladeiras e nas vitrines para levar para casa ou comer no local. Entre as opções, esfihas abertas e fechadas, pastas árabes (coalhada seca, babaganuche e homus), porções de falafel, kibe frito e assado, arroz com lentilhas e amêndoas, queijos árabes e variados doces caseiros.

Nas prateleiras é possível encontrar pães sírios, pão folha, pasta de gergelim, tahine, molhos, arroz e grãos especiais típicos do Oriente. Um dos diferenciais é a coxinha, feita no capricho pelos árabes. Ela chega à mesa na versão redonda média ou mini, ambas sequinhas e com o recheio de frango desfiado bem temperado. É possível encomendar qualquer uma das opções citadas.

Rua Baronesa de Itu, 340 – Santa Cecilia
Aberto de segunda a sábado, das 9h às 21h. Aos domingos, das 9h às 19h.
Tel. (11) 3667-0786

Tala - bares e restaurantes de imigrantes

Tala Shawarma Árabe

Amir é sírio e chegou ao Brasil em 2015. Após viver na rua, começou a trabalhar em restaurantes árabes, como o Al Janiah e Majâz. Há quatro meses decidiu abrir o próprio ponto e encontrou um pequeno estabelecimento na quadra famosa pelos botecos atrás da Universidade Mackenzie. O ponto é ideal para a proposta: comida rápida e de rua. E é dessa maneira que ele vem conquistando a clientela de jovens estudantes e de moradores. Os sanduíches no estilo shawarma são encontrados nas versões carne e falafel e feitos a partir das 16h30. Antes desse horário, e depois também, os clientes podem optar pelas esfihas de carne, muçarela com azeitonas, ricota, queijo branco, espinafre e nutella, todas nas versões abertas ou fechadas. Há ainda doces árabes de pistache e nozes. O nome Tala, segundo o proprietário, é um bonito nome de mulher de seu país e foi o escolhido para batizar a sua filha.

Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 562 – Vila Buarque
Aberto de segunda a sábado, das 12h à meia-noite

Quinoa - bares e restaurantes de imigrantes

Quinoa – Sabores Peruanos

Há dois anos e meio a clientela chega a esse restaurante para comer versões de ceviches e chaufas feitas pelo peruano Fred Albert, chef e dono. O nome quinoa é referência ao grão, muito rico em nutrientes e presente em praticamente todos os pratos da casa.

O carro-chefe são os ceviches, mas os sanduíches artesanais típicos do Peru também são um dos destaques da casa. Uma das opções é o Characato (pedaços de porco frito, chips de batata doce, salsa criolla andina – mistura de hortelã e salsinha – e molho da casa acompanhado de batata doce frita). Outra dica é o Hamburguesa Chuquibamba (hambúrguer artesanal com pão de quinoa, queijo muçarela e cheddar, alface, tomate e batata frita).

Os hambúrgueres são feitos na casa e são encontrados nas versões de carne bovina e legumes, ambos temperados à moda peruana e com quinoa na mistura. O pão também é típico do país andino e tem erva doce na massa.

Para beber, tradicionais drinques e bebidas peruanas, como o pisco sour, mojito de pisco, Chicha Morada (suco de milho roxo) natural e cremoladas (raspadinhas com gelo e frutas).

Rua Anhaia, 1044 – Bom Retiro
De segunda a sábado, das 11h às 22h
Tel. (11) 3224-0037

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