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Conheça cafés em prédios históricos no Centro de São Paulo

Que tal um programa juntando tomar um café e apreciar a arquitetura e a história do Centro de São Paulo? Conheça cafés em prédios históricos

O café está na origem de São Paulo. No começo do século 20, quando a cidade começou a crescer, era nos cafés que acontecia a vida social e intelectual, onde os escritores, jornalistas e artistas se encontravam. Hoje, muitas cafeterias, apesar dos modernos métodos de preparo e diversidade de origem dos grãos, muitas delas estão instaladas em prédios que também fazem parte da história da cidade. Conheça cafeterias em prédios históricos no Centro de São Paulo. Em alguns prédios, mais de uma opção, para diferentes gostos ou momentos do dia.

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Theatro Municipal

Uma visita ao Theatro Municipal sempre vale a pena. Seja para assistir a um concerto, uma ópera ou mesmo para uma visita às instalações. Veja aqui a programação. Mas e se for possível sentar para tomar um café apreciando a arquitetura do teatro, construído em 1911 seguindo o modelo das casas de ópera da Europa, e pensando sobre a sua história?

Pois o Bar dos Arcos, que já faz sucesso com o bar do subsolo, tem também um restaurante e café no térreo, o Salão Dourado.

Fica do lado direito, com uma decoração maravilhosa, com espelhos, balcão, mesas e cadeiras que são verdadeiras obras de arte. Funciona apenas no horário de almoço, de terça a domingo. À noite, o programa é no próprio Bar dos Arcos, que fica no subsolo do teatro, e não tem este nome à toa. As paredes do bar são as colunas que dão sustentação ao teatro.

O cardápio vai de café espresso e pão de queijo a pratos como arroz de costelinha, escalope de mignon e baião vegetariano a cuscuz nordestino ou opções mais adequadas a brunch, como vários tipos de preparação de ovos e sanduíches tostados. Além das sobremesas e drinques.

Salão Dourado: terça a domingo, das 10h às 15h.

Subsolo: terça e quarta, das 18h à 1h, quinta e sexta, das 18h às 2h e sábado das 18h às 3h.

Construído para sediar a Light, prédio virou um shopping center e mantém parte da estrutura original

Construído para sediar a Light, prédio virou um shopping center e mantém parte da estrutura original

Shopping Light – Edifício Alexandre Mackenzie

O Shopping Light tem uma longa história, muito ligada ao desenvolvimento de São Paulo. O nome oficial do prédio é Edifício Alexandre Mackenzie, e foi construído em 1929 e ampliado em 1941 para ser a sede da empresa de energia elétrica São Paulo Tramway, Light and Power Company, também conhecida como Light, que vem a ser a toda poderosa empresa canadense que fez a eletrificação da cidade e a operação dos bondes. Posteriormente a empresa foi estatizada e virou a Eletropaulo. E, desde 1999, depois de restaurado, o prédio abriga o Shopping Light.

O térreo e as escadas rolantes do shopping já permitem apreciar a arquitetura do local, e existem vários cafés e sorveterias podem tornar essa exploração histórica mais agradável.

O terraço do edifício ganhou recentemente o Priceless, projeto da Mastercard que junta café, restaurante, bar e espaço para eventos e tem uma das vistas mais interessantes do Centro, de onde se vê o Centro Histórico, com destaque para o Theatro Municipal, o Edifício Matarazzo e o Vale do Anhangabaú.

A experiência já começa com o elevador pantográfico original, que leva do subsolo direto ao terraço. Para quem vem de fora a entrada é pelo estacionamento, na Rua Formosa, 157. Quem está dentro do shopping precisa descer até o subsolo, e de lá pegar o elevador.

São vários ambientes, internos e externos. O restaurante Notiê, só funciona à noite, com menu degustação. Mas o bar Abaru, interno, e o terraço, batizado de Botâma, tem um menu que vai de cafés e drinques a entradas e petiscos, como croquete de cabrito, tortilla de porco picante e falafel de feijão de corda, pratos como rubacão com carne de sol ou barriga de porco com munguzá de milho.

No momento, o tema do cardápio é Sertão, desenvolvido a partir de visita do chef Onildo Rocha e da equipe à região do Vale do São Francisco.

Horário: Bar e terraço: Almoço de segunda a sexta, das 12h às 15h/sábado e domingo, das 12h às 16h e Bar segunda a quinta, das 12h às 23h/ sexta e sábado das 19h à meia-noite.

Endereço: Rua Formosa, 157

Edifício Martinelli, símbolo do poderio e da decadência da economia cafeeira em São Paulo. Foto: A Vida no Centro

Edifício Martinelli, símbolo do poderio e da decadência da economia cafeeira em São Paulo. Foto: A Vida no Centro

Edifício Martinelli

O terraço do Edifício Martinelli continua fechado à visitação, mas dá pra sentir a vibe do prédio, construído entre 1924 e 1934 para se tornar o mais alto da América Latina no Café Martinelli, que fica no térreo, na Rua Líbero Badaró.

Com uma decoração que remete a Paris – a cidade que era o ideal de São Paulo na época da construção do prédio – o Café Martinelli tem vários tipos de cafés, drinques, além de outras bebidas como chocolates e chás. Dá pra sentar numa mesa, pedir uma bebida e pensar que era nesse pedaço da cidade que toda a atividade econômica e intelectual acontecia em São Paulo no começo do século passado.

Rua Líbero Badaró, 508

Horário: segunda a sexta, das 9h às 17h

CCBB

O prédio do CCBB é um dos mais antigos do Centro Histórico, construído em 1901 e reformado nos anos 1920  para servir como agência do Banco do Brasil.

Leia mais sobre a história do prédio aqui: PRÉDIO DO CCBB, DE AGÊNCIA BANCÁRIA A CENTRO CULTURAL. VEJA FOTOS HISTÓRICAS

Desde 1999, o espaço sedia o Centro Cultural do Banco do Brasil, com exposições, shows de música, cinema e atividades educativas e infantis. Antes da pandemia, tomar um café na cafeteria do térreo, admirando o amplo saguão principal já era um programa. O espaço está em reforma no momento mas o Café Girondino, que assumiu o local, está funcionando no terceiro andar, com um cardápio de cafés, bebidas frias, salgados e doces.

Vale a pena combinar a parada no café com uma da atrações culturais. Veja a programação aqui.

Horário: diariamente, das 9h às 19h, exceto terça-feira.

Endereço: Rua Álvares Penteado, esquina com Rua da Quitanda

Edifício Altino Arantes, antigo prédio do Banespa, será reaberto em novembro como Farol Santander

Farol Santander

O edifício símbolo de São Paulo, batizado de edifício Altino Arantes e conhecido e até alguns anos atrás como Banespão, foi inaugurado em 1948 e foi o edifício mais alto de São Paulo até 1960, quando perdeu o posto para o Mirante do Vale, próximo ao Viaduto Santa Efigênia. O prédio foi construído para se tornar um marco na cidade e a encomenda era clara: uma cópia do Empire State Building, de Nova York, aquele que aparece no filme King Kong. O prédio foi sede do Banespa, o antigo Banco do Estado de São Paulo, até 2000, quando foi vendido para o banco espanhol Santander. Depois de vários anos fechado, foi reformado e em 2018 reaberto como centro cultural Farol Santander. Quem quer tomar um café absorvendo toda essa história tem não uma, mas duas opções. Um no térreo, que não requer ingresso para entrar e outro no 26º andar, junto ao mirante, que só pode ser acessado por quem comprou ingresso para as exposições. Os ingressos podem ser adquiridos aqui. Endereço: Rua João Brícola, 24

Mirante do Vale

Mirante do Vale

O edifício mais alto de São Paulo, junto ao Vale do Anhangabaú e o Viaduto Santa Efigênia tem 170 metros e, com paredes de vidro de lado a lado, tem uma vista incrível da cidade.

Café no Sampa Sky

É ali, no 42º andar que fica o Sampa Sky, o observatório de vidro retrátil que permite flutuar sobre São Paulo. Lá dentro, um café da Três Corações com a mais ampla vista da cidade. É preciso comprar ingressos para o mirante para entrar no café.

Copan

O edifício modernista mais famoso de São Paulo, projeto de Oscar Niemeyer e hoje um dos prédios mais desejados da cidade tem mais de 1,1 mil apartamentos, cerca de 3 mil moradores e uma galeria de lojas no térreo que abriga vários cafés, de vários estilos diferentes. No momento o mirante do edifício está fechado à visitação, mas você pode ver fotos de lá nesta matéria. E mesmo sem mirante, o prédio sempre vale uma visita.

Café Floresta, no Copan desde os anos 1970

Café Floresta

O café mais antigo, no local desde os anos 1970, na entrada mais próxima da Rua Araújo, é uma instituição para quem mora ou trabalha no Centro. Não tem mesas e serve os cafezinhos apenas no balcão e uma particularidade importante: não aceita cartão de débito nem crédito, apenas dinheiro. E como o prédio não tem caixa eletrônico, é preciso ir preparado. Grãos moídos na hora servem ao cardápio enxuto, de expressos puros ou com canela, além de outros preparos tradicionais com leite. Para acompanhar, salgados assados e bolos.

Diariamente, das 7h às 23h.

Magg Café Moradores, visitantes e pessoas que trabalham na região frequentam esse café que junta comida boa, feita no local, com ambiente e atendimento excelentes. Tem receitas de cafés especiais, com doce de leite e outras variações, além de bolos, cookies e outras preparações deliciosas. Também serve pratos leves no almoço. Segunda a sexta, das 8h30 às 18h e sábados, das 10h às 17h Cuia Café O café e restaurante da chef Bel Coelho fica dentro da Livraria Megafauna, e além das mesas internas tem mesas do lado de fora, na rua interna do Copan. No cardápio, criações da chef com ingredientes orgânicos e artesanais. Para o café, além de opções como espresso, machiatto e pingado, tem chás, pão de queijo Serra da Canastra, fubá de milho crioulo, sanduíches e tostadas. Tem Umami O cardápio do Tem Umami é simples: café com panetone. Só que o café é um coado da Tocaya e os panetones são artesanais, de fermentação natural, elaborados por Danilo Quadros e Juliana Batarce. Moradores do Centro, eles começaram a produzir os pães natalinos no ano passado e este ano decidiram abrir uma loja, que em breve deve ganhar novos produtos. Os panetones são vendidos inteiros, para levar, ou em fatias, para levar ou comer no balcão e, além de tradicional e chocolate, tem o brasileiro, com cupuaçu. Horário: de segunda a sábado, das 10h às 20h. Endereço: Edifício Copan – Avenida Ipiranga, 200